Por que a COP30 será realizada em Belém?

Primeira no Brasil, a COP30 será realizada na região amazônica, decisão que reforça o protagonismo da floresta e de seus povos nas soluções para conter a crise climática.

A escolha de Belém como sede da COP30, a conferência do clima da ONU que será realizada de 10 a 21 de novembro de 2025, reflete o esforço do Brasil em colocar a Amazônia no centro das negociações globais sobre mudanças climáticas. Neste artigo, explicamos como a decisão atende a critérios da ONU, o simbolismo ambiental da escolha e de que formas a cidade se prepara – com obras de infraestrutura e articulação com a sociedade civil – para garantir um legado urbano e climático consistente.

COP30 na Amazônia: símbolo e cenário

O anúncio de que o Brasil sediaria a COP30 foi feito oficialmente em dezembro de 2023, durante a COP28, em Dubai, nos Emirados Árabes. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, confirmou que Belém sediaria a conferência de 2025 após o país receber o apoio unânime do grupo de países da América Latina e Caribe (GRULAC), cumprindo um rodízio regional adotado pela própria ONU.

Para o Governo Federal, a escolha tem um peso simbólico: ao sediar a conferência no território amazônico, o Brasil pretende, dessa forma, dar visibilidade à floresta e mostrar o que está sendo feito (ou ainda é preciso fazer) para proteger esse bioma tão essencial ao equilíbrio climático do planeta.

Antes de Dubai, no entanto, durante a COP27, realizada em Sharm El-Sheikh, no Egito, o governo brasileiro já havia sinalizado a intenção de levar o evento à Amazônia. O objetivo era que os líderes mundiais pudessem ver de perto os desafios e as soluções locais.

COP30 e Amazônia Legal

A proposta de sediar a COP30 em Belém foi construída inicialmente pelo chamado Consórcio Amazônia Legal, formado pelos governadores dos nove estados da região. A articulação ganhou força com o apoio do Governo Federal e foi formalizada junto à ONU em 2023.

E você sabia que, além de Belém, outras cidades brasileiras chegaram a ser cogitadas? Mas o critério geográfico e o alinhamento entre governos federal, estadual e municipal pesaram na decisão final.

COP30: Infraestrutura e legado urbano

Com a confirmação da sede, o governo do estado do Pará e a prefeitura de sua capital, Belém anunciaram um pacote de obras e investimentos estimados em R$ 4 bilhões. Entre os projetos estão melhorias em mobilidade urbana, drenagem, ciclovias e a construção do Parque da Cidade, onde devem funcionar a chamada blue zone, a área da negociação oficial do evento, e a green zone, que recebe eventos paralelos e abertos ao público.

Paralelamente aos preparativos logísticos, organizações da sociedade civil da região criaram o Comitê COP30, uma articulação voltada a garantir que o evento reflita as vozes da Amazônia. O grupo já entregou uma série de propostas aos governos federal e estadual, cobrando participação por parte das populações indígenas, pautando a justiça climática e propondo a integração dessas iniciativas com as políticas públicas regionais.

Fontes:

Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima
Agência Brasil
CNN Brasil 
Amazônia Real

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